www.twitter.com/cissando

Powered By Blogger

quinta-feira, outubro 23, 2008

O "Busão" é o caos

Casa nova, pessoas novas, estado novo e mesmos embaraços. Pegar onibus é um deles... Sim. Mas por que? è simplesmente o caos em todo lugar, as mesmas complicações para a mesma atitude. Você se arruma todo pra trabalhar, pois quer ter boa aparência pelo menos nos primeiros dias não é? Logo que chega aquele "furdunço", sabe o que é furdunço neh, folia; caos; desordem; o salto alto fervendo nos pés, pois "una Diva" não sai sem seu sapato de salto alto e sua bolsa. Bolsa não mala porque bolsa pequena já era meu bem! E na parada ja não te deixam sentar, tu fica em pé esperando, esperando, esperando. Tudo bem não há o que fazer você se conforma. O onibus vem atrasado e a passagem ajuda a entristecer porque é um assalto, o preço muito alto. Não condiz com o porte da "maquina". Sobre isso não adianta reclamar tambem. Então um motorista pobre coitado sem poder contar com a ajuda do cobrador , porque não tem, tem que receber os passes, dar troco, prestar atenção em quem desce, conferir identidade dos idosos e dirigir. Dirigir nos dias de hoje ainda por cima que não é brincadeira, não é fácil, e é muito perigoso isso sim. Mais uma vez passa. Perdoado. Chegando no destino, que alívio... O melhor é sair correndo porque na hora de sair os transportados se tumultuam passando uns em cima dos outros, correndo desesperados como se o õnibus fosse explodir... Cruz-credo! Que angústia, que pavor de pegar ônibus oura vez. Já morei em alguns lugares e já dependi de ônibus na maioria deles então sei do que estou falando, é igual em todo lugar.~ Ônibus é o caos, é desconcertante, humilhante, revoltante, pela má educação e pelo mau costume que temos nesse ato necessário a que dependemos para nos movermos não é!??! Eu digo que o "busão" é o caos!

quarta-feira, outubro 08, 2008

INDIFERENÇA: a causadora de muitos males.

O que deveria acontecer é o seguinte: ouvir o se gosta, viver e ser feliz. Mas do jeito que esta não dá mesmo. A instantes atras presenciei uma situação caótica que me causou um mix de sençasões malíciosas. Fiquei brava, perplexa, indignada, triste e tudo que se pode sentir quando vemos quão indiferente pode ser o nosso povo. Estou na casa de meus pais a um tempo, nesta cidade pequena, inóspita e preconceituosa, onde minha irmã tem um comércio na rua principal, lugar que concentra maior fluxo de pessoas durante o dia e a noite daqui. Apesar de ser a rua principal é a mais feia da cidade, toda esburacada, mau sinalizada e mau estruturada. É nesta que ocorre a maioria dos acidentes, sempre na quadra principal, perto da loja de minha irmã. Hoje o acidente ocorreu com dois "motoqueiros" e um ciclista. Todos trabalhadores na correria do dia-a-dia. Os motoqueiros, homens de meia idade estavam bem, apenas danos materiais. Mas o ciclista que era um senhor idoso não parecia estar nada bem. Na hora da colisão ele caiu no chão e uma das motos bateu com força na cabeça do individuo. Ele se levantou rápido e tonto. Ficou ali apoiado na bicicleta não se mexendo muito pensando no que fazer quem sabe. E o circo se fez. Os transeuntes pararam e ficaram olhando os motociclistas, as motos, os cacos ao chão, discutiam sobre quem era o culpado e o "velho" ali, penando para se manter em pé. Algumas pessoas riam dele, não entendi porque, pois não vi nada engraçado, então eu a uma vendedora da loja ao lado fomos até o senhor e com cuidado o fizemos sair do meio da rua. Ele sentou no meio fio e aguardou enquanto chamavamos o resgate. Ao chamar o resgate outra decepção, eles não se mostraram interessados por fazer o socorro, mas liguei uma segunda vez, aí liguei para o 190 sabe? Eles então enviaram o resgate. Quando chegaram ficaram um tanto decepcionados por serem acionados apenas por um "velho", mesmo assim o levaram para o hospital. Até agora só sei que teve escoriações nas pernas, quanto ao seu estado neurológico ainda não tive notícias. A minnha indignação permanece. É terrivel, impossível acreditar que perante um acidente outras coisas que não um ser humano chamem mais a atenção. E se aquele senhor fosse hipertenso? E se tivesse sofrido um trauma lhe causando hemorragia interna? Ou menos, quebrado um braço, um dedo ou uma unha? Ficaríamos ali olhando, rindo, despreocupados com o proximo ali ferido? Quem sabe esta aí o grande problema da nossa sociedade. A indiferença com o semelhante, a despreocupação. Fiquei realmente consternada. O que pretendo contando este fato a vocês é abrir os olhos da nossa sociedade, do nosso povo para que situaçoes como esta não venham se repetir. Não custa muito praticar gentilezas, o dia fica bem mais bonito quando elas acontecem. Vamos ser mais bondosos por favor!

quinta-feira, outubro 02, 2008

O que fica é a lembrança...

A dor da perda faz-nos pensar sobre aquilo que ainda temos. O dia de ontem foi estranhíssimo para mim, estava angustiada o dia todo e quando quis sair de casa pra ver se mudava um pouco caí em frente ao prédio que moro. Como tenho 8 parafusos na minha perna esquerda e quase nada de estabilidade estava feito o desastre. O tornozelo inchou e ficou do tamanho de uma bola de vôlei. Subi as escadas mancando, deitei no sofá e meu irmão e grande amigo Pedro de 12 anos foi quem preparou a bolsa de gelo pra colocar na "refratura". Não é a primeira vez que acontece então a dor não foi tão colossal como das primeiras vezes. Sim, porque depois que quebrei e perdi a tal estabilidade cair do nada é rotina. Foi então que percebi que minha cadelinha, a Corinne, começou a ficar meio "borococho" por la, ela dormiu o dia todo e quando levantava tinha náuseas. Mas nada saía de dentro dela. Tratamos ela com ração na boca e água também. Pensei até em dar chazinho pra ela, mas ela melhorou. Reagiu. Então, eu desisti da ideia do chá... Ficamos eu e Pedro só observando-a. Fizemos ela beber bastante água, só que a noitinha ela voltou a ter náuseas... Chegou a um ponto que as náuseas vieram acompanhada de vômito, só um restinho de ração. Ela desmaiou depois disso. Aí corremos eu e minha mãe para a veterinária com a filhótinha, saímos correndo do jeito que estávamos em casa. Eu com ela no colo e minha mãe dirigindo "a mil pelo Brasil" digo pela Corinne. Não adiantou. A 1h da manha foi decretado o óbito dela. Foi horrível, ali na nossa frente. Minha mãe começou a enlouquecer e a insistir com a veterinária para que tentasse reanima-la mas já não adiantava. A Corinne Bolacha, como a gente chamava, foi morar em outro plano. Saímos dali, ficamos rodando de carro e chorando, por ela, pelo jeito como foi, pela maezinha dela que foi roubada dias antes, pelo fato de não termos percebido antes seus problemas cardíacos graves, pelo meu pai não gostar de cachorros e não nos dar o mínimo apoio, por tudo de rui que estava acontecendo naquele momento em nossas vidas. Ainda tinha o fator "Como vamos contar para as crianças?" Eles estavam dormindo em casa quando saímos com ela, pela manha a primeira coisa de que sentiram falta e o bombardeio da noticia. A cachorrinha foi criada muito próxima a nós, por isso doeu tanto. Hoje ao meio dia, um silencio profundo a mesa até que minha mae disse, que o importante agora era não abandonarmos o que temos ainda. As lembranças! Mas sempre viveremos com a dor da perda, hoje pela cadela, amanha por um ente querido... Jamais perderemos tudo, ainda teremos as lembranças... Corinne e em nossos corações!