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segunda-feira, janeiro 12, 2009

A Praia

Ah a praia!
Gosto de praia. Não cheia, quase deserta. Ensolarada é muito bom.
Eu, a canga, o protetor, a agua, o sol, o mar, o barulho do mar. A música das ondas.
Poucas nuvens bailando pra lá e pra cá formando desenhos que mais parecem descrições metafóricas enviadas a extraterrestres que supostamente vivem disfarçados de gatos aqui na Terra.
Esqueço os gatos , volto para a delirante praia.
Vê-la todos os dias, prerrogativa de quem mora no litoral. Já morei, pouco tempo mas morei.
Delicia sem fim, acordar de manhã cedo e dar uma caminhada típica.
Beber agua de côco, deitar na areia quente e sentir o sol puxando a pele, enrugando a alma.
Sentir o tempo passar lento, enquanto a orla fica congestionada de loiras e sarados exibindo corpos malhados e feitos por mãos de Pitanguy's afora.
Mamães e filhotes com pazinhas e baldinhos levando areia pra lá agua pra cá, ops!
Caiu com a cara na água, nas ondinhas traiçoeiras da beira da praia. Que choradeira que leva embora com ela o silêncio hipnotizante.
Agora chegam os grupos afeiçoados de simpatia trazendo em suas caixas de isopor lotadas afanadores da preservação do meio.
Seus aparelhos amplificadores monopolizando aquilo que cada um tem o seu: gosto!
Não fumantes e fumantes não tem area demarcada, puxam prendem e passam a sua fumaça para quem tiver narina. A bituca fica por ali mesmo, fincadinha como estaca na areia. Inundando a area com filtros babados e velhos.
Nesse calor exorbitante sorver um liquido gelado é ordínário. Jogar a embalagem no chão, fora do lixo parece tambem ser.
O asco começa a tomar conta de quem tem bom senso. Parece ser o fim do dia na praia.
O sol ainda esta alto mas é sensato recolher a canga, o protetor, calçar os chinelos ensacar o lixo alheio e partir.
Partir da praia, já sem a música das ondas, já sem a graça do sol, já sem a paz.
Eu não gosto de praia. Praia cheia, suja, morta.
Argh! A Praia.